Primavera/ Verão para Boys

31 de out de 2013

Dia de mimar os 'mino' do blog. 

Sempre brinco que se fosse homem vestiria duas marcas que eu amo aqui em Buenos e que, de hecho, tenho umas camisetas até porque - sério - amo demais.

Bensimon é minha paixão eterna. Desde que me entendo por gente aqui em Buenos, sempre amei essa marca. Meus exs bofes tem coleção completa daqui ahahah, ok. Juro, sério. Essa onda meio náutica que eu AMO é divina. Âncoras, camisas de linho, sapatos azul marinho, calças em cores neutras.


Esse ano eles vieram com muitas camisas jeans lindonas que eu fiquei com vontade de comprar pra mim, mas não rolou porque o modelo é bem masculino (o corte), pero bueno. Ficamos na vontade. Bensimon é isso, praiano com estilo, mas mais náutico que praia. Entenderam?


Depois outra marca que tou amando de paixão é a Felix. Comecei achando que eles eram muito hipsters pro meu gosto até eles pegarem o jeito náutico (sim também) da coisa e colocarem o Trocca de garoto propaganda, ficou show demais.


Eles têm outro estilo náutico de ser: mais listras, mais azul claro, mais camisas brancas e, ainda, uma coleção mais urbana pra quem não curte aparentar estar na praia 24h. Eu curto. Curto minos con onda que se vestem de Felix. Chicos, vistam Felix.


Já do outro lado, algo mais rocker, temos a Ay Not Dead. Sou sincera e prefiro a versão feminina da marca, mas acho que os chicos que se vestem de Ay Not tem muito charme. Esse ano eles vieram com uma coleção mais anos 50, mais cabelitchos de lado e um rock mais classudo. Nas lojas têm várias opções de camisetas básicas e sweeters super lindos.


Outra marca, mais amadinha pelos argentinos por default (ahaha brinco que é amada pelos argentinos por default porque tem beeeem estilinho porteño mesmo), é a Penguin. Calças coloridas, camisetas xadrez...


Aliás, esse ator que faz de  garoto propaganda é bem o argentino por natureza: barbitcha, meio baixinho, miudinho. Sim, meninas, não desistam, o argentino geralmente não é homão, óbvio que tem suas exceções, claro.


Últimas e não menos importantes, são duas marcas mais urbaninhas que os locais curtem. A Key Biscayne passou de marca zuadona pra marca de responsa, com conjuntos bem lindões à venda e opções de camisas e sapatos super bonitos.


E a El Burgues é para chicos mais clássicos, tipo assim:


E vamos combinar, os meninos aqui se vestem muito muito bem. 

Top 5! Receitas com Doce de Leite do Gulab

30 de out de 2013

Top 5 delicioso o de hoje. Faz teeempo que eu conheço o trabalho das meninas do Gulab. A Natalia e a Flavia são duas chicas muito talentosas do Ridjanero que eu sempre admirei o trabalho. Enquanto a Nati fotografa maravilhosamente bem (veja as fotos), a Fla é a responsável pelas comidinhas de babar do blog, juntas o time fica perfeito. E ainda tem três pessoas que colaboram por lá em diversos assuntos.

Por amar o Gulab e por amar - de novo - comer, separei aqui 5 receitas do blog delas que levam ddl, assim vocês matam a saudades de Buenos quando voltarem de viagem! Para ver o passo a passo completo de como fazer é só clicar no nome de cada receita.

Receita que a Flavia fez lembrando da avó dela, muito fofo e apetitoso e, QUEM NÃO AMA sorvete? Ainda mais de ddl!

Foto: Natalia Valle.
Meio que um bolinho de chuva indiano que acompanhado de doce de leite fica irresistível. 

Receita simples que incrementada fica melhor ainda. Passando mal de sdds de paçoca gente! Quem me traz? Hahaha. 

Foto: Natalia Valle.
Prefiro não comentar o que eu acho dessa receita, veja com seus próprios olhos.

Tenho um carinho especial por essa receita porque elas fizeram em especial pra uma colaboração de um blog de patisseries e frufruzidades que eu tinha. O blog ficou na memória, mas a receita vinga que é uma delícia: mil folhas fácil fácil de fazer recheadinho de ddl.

Foto: Natalia Valle.

Pode ir pra cozinha já?

Vejam mais do Gulab aqui:

Saudades: Sampa Versus Buenos

29 de out de 2013

Hoje o post é especial. Especial porque eu vinha ensaiando ele há décadas. Ok, exagerei, sou meio argentina já. 

Bueno, desde que o Sampa Versus Buenos estreiou eu amei de paixão e vinha pensando em fazer algo especial. Acontece que eu sempre tenho tanta coisa pra fazer que acabei adiando, mas aqui estamos. Pra quem não conhece, o tumblr da designer Vivan Mota, compara Buenos Aires com São Paulo. A chica me contou que a ideia surgiu durante uma viagem para Bue. Ela disse que já conhecia o blog Paris vs. NY e achava lindo. Quando ela veio pra cá, foi reparando nas semelhanças/diferenças e viu que tinha muita coisa que poderia ser explorada, e achou que valia a pena tentar fazer algo do gênero.

Juro que amo de paixão o tumblr da Vivi porque São Paulo é de onde eu venho (casa, família, corazón), Bue onde eu moro. Não tem como não me identificar totalmente *-* os olhinhos brilham. Daí que conversando com ela, pedi uma imagem especial pro blog...


Achei interessante por os dois, motivo de: eu tive oportunidade de ver ambos ao vivo já e na hora que eu vi um, lembrei do outro na versão ruiva/ morena. E também porque são belos chefs. Atala todo mundo conhece e o Trocca é um chefcozinheiro super cool aqui de Buenos, atrás do Sucre - restô delícia que fica em Ñúnez e super bem avaliado. Além disso, ambos tem barba, estilo meio rocker, achei incrível ahahaha. E ah! Ambos também tem redes sociais super populares (dá uma olhada no facebook do Atala e do Trocca, e ah os Instagram também do Atala e do Trocca). Ok, parei. Motivos suficientes. 

Voltando pro tumblr Sampa Versus Buenos, separei umas comparações que a Vivi fez e que lhe renderam elogios super queridos. Dentre eles, um e-mail fofo do Laerte agradecendo pela imagem de comparação pela Maitena. De qualquer maneira a Mônica x Mafalda foi a criação que deu início ao projeto e a que a Vivi mais curte.


E aqui umas ilustras pra decorar combinadas com alguns posts do blog:

Açaí x Dulce de Leche: melhores marcas para comprar ddl, post aqui no link.


Churrasco x Parrillada: posts de parrillas acá.


Estaiada x Mujer: passeiozinho por Puerto Madero, aqui.


Todas ama brigadeiro x alfajor. Top 5 alfajores preferidos here.


Pra saber mais sobre o projeto cool da Vivian é só curtir no facebook, entrar no tumblr e se amar muito comprar as imagens impressas em quadros, aqui.

3 marcas de acessórios cool em BUE

28 de out de 2013

BUENDIAAA! Hoje quem escreve o post é a nossa nova parceira do blog, a Lígia Baleeiro. A Ligia vai vir com dicas de moda e compritchas em Bue, por lo menos, uma vez por mês. Ela é consultora de imagem aqui na capital e também escreve no blog La Vestuarista. Pra começar, um assunto que todas ama: acessórios!

Esse negócio de ser consultora de imagem tem lá seus benefícios, além de atender gente nova e copada todos os dias, também conheço marcas que funcionam entre portas fechadas, onde você é atendida pelo próprio designer que conta tudo sobre seu trabalho e inspiração, lhe oferece café, té, galletitas {...} Vou dizer que acaba virando um vício consumir produtos direto de quem faz e com um atendimento tão único. Para esse post escolhi três marcas de acessórios que são meus novos amores, e pensadas para três diferentes gostos. Les presento...

Clara y Yema
Fofos de plantão...suspirai vos! Criada pelas irmãs María y Dolores Oliver e caracterizadas por desenhos naif e formas geométricas "Clara y Yema" é puro amor. Todas as suas peças são handmade e feitas com prata 925. Que é esse anel de gatinho!? www.facebook.com/clarayyema





Ginger & Co
Suas peças são inspiradas na geometria, em formas simples e puras. Jennifer Grinberg, designer da marca põe onda a bijouterie, dando um tom clássico com toque minimalista. www.gingerco.com.ar





Pebeta Teta
Com esse jogo de palavras bem humoradas a marca criada por Sol María Sudak, já é vendida até no Japão {agora imaginem um japonês falando o nome da marca!}. A ideia é que as peças contem histórias, que transformem o cotidiano chato em algo fantástico. Vendo as fotos, faz sentido! www.pebetateta.com


Lembrem-se de que são todos showrooms/ateliers = tem que mandar email agendando a visita!

~ ~ ~

Buenas, a Lígia (Baleeiro, nombre completo) é brasileira (como nós) e vive em Buenos Aires. Depois de anos de experiência na área de figurino para cinema e publicidade, um dia achou que poderia vestir também personagens da vida real - aka gente como a gente - e foi estudar Consultoria de Imagem em NYC.

Hoje, ela já voltou à Buenos e é o nome por trás da empresa de consultoria de estilo La Vestuarista - que espanhol quer dizer pessoa que veste a outra - muito fofo esse nome pelamor. Como consultora ela ajuda os clientes (locais e turistas, tanto faz) a descobrirem que se vestir bem tem a ver mesmo com se conhecer e não necessariamente, moda em si.
A Lígia acha que cada um é protagonista da própria vida. E, para esse papel, devem estar vestidos como tal. E, como eu disse, é uma integrante colaboradora do blog que vai vir com dicas - cool como ela - da cidade e suas compritchas (:

Pra saber mais sobre ela acessa o La Vestuarista.

Caracas: Arepas, Bebidinhas e um Bofe que não Rolou

25 de out de 2013

Vou fazer esse post diferente. Tem uns lugares que ficam marcados por encontros desastrosos, né? O de hoje foi assim. E vamos ver se rola: vou misturar uma história (real, minha) com a descrição do lugar. Começamos no bar Caracas.

Eu tinha ido umas semanas antes ao bar Puerta Roja, em San Telmo. Puerta é tipo desses bares que você vai para beber muito, lotado de gringo, que nada é bom, mas a música e o ambiente são legais. Lá eu conheci o José (nome fictício). Cara gaaaaaaaato, peloamor. Me lembro que ele ficou olhando a noite toda e não chegou (como sempre). Até que do nada ele vem falar comigo, me cumprimenta, só pega meu celular e vai embora. Cara doido. E do nada, também, antes de ir embora passa por mim e diz ''Me vine a despedir, y te dejar un beso.'' Gente, como argentino é complicado. Mas vai.

Nisso, trocamos mensagens e combinamos de sair na outra semana e ele sugeriu o Caracas. Um bar venezuelano que tá meio que bombando aqui agora, recentemente foi reformado e é ótimo pra quem ama arepas.


Eu já tinha ido ao Caracas antes, mas estava bem diferene, meio morno. Cheguei lá e o bofe já tava. Lindão: camisa de linho branca (todas morre), calça jeans meio rasgada. O que chamou atenção nele foi o corpão. Argentino tende a ser magro e baixo, esse era alto e forte. Jurava até que quando o conheci no Puerta ele não era argentino.


Conversa vai, conversa vem, ele me falou com o que trabalhava, eu também. E ele ainda resolveu pedir arepas, juro que não foi minha ideia. Tipo, não coma arepas numa cita (encontro amoroso em espanhol). Mas enfim, pedimos. Eu fui de uma que tinha peito de peru com queijo, deliciosa nem comento do medo que eu estava de estar com os dentes sujos e de comer com a mão. E ele foi de carne.


No entanto, foi engraçado. O ambiente estava bem tranquilo para uma sexta a noite e não haviam muitas mesas cheionas. Na parte de cima, sim. Caracas tem um terraço bem delícia pra quem quer ficar zanzando por lá a céu aberto.


Mas numa primeira cita, tem que pedir drinks né, senão nada vinga. Daí nos sentamos na barra. Entendida que sou - ou não muito - expliquei alguns tragos pra ele, ele pareceu se interessar. Mas eu acho que aqui ele já estava meio que borracho, acho que ele tinha tomado algo antes que eu chegasse. O bartender olhava pra mim e ria, aliás, ele era de Caracas mesmo.


Ele pediu uma caipirinha. Que não estava lá aquela coisa de delícia, mas salvava.


E eu fui de um drink que tinha maracujá e rum.


Já a essa altura eu estava mais curtindo o bar que outra coisa. Argentino fala muito e ele não parava de contar sobre as viagens dele. Pode até ser que ele estava meio borracho e perdeu a linha. Mas enfim, ele era tão gato que acabei ficando com ele. Depois disso, no outro dia ele mandou mensagem dizendo que tinha adorado a noite. Perguntou como eu estava, eu respondi, e depois disso ele nunca mais falou comigo. E se falou eu não sei, fui assaltada e mudei o número de cel.


Mas eu curti o Caracas, adorei a reforma que eles fizeram. A música gente, é uma delícia, meio caribeña, sem ser reggaeton e de um ritmo que eu não identifico e não tirei o Shazam da bolsa pra não ficar vendo cel enquanto tava com o carinha. Hhiihi.

Caracas Bar
Guatemala 4802, Palermo Soho.
www.facebook.com/CaracasBarBA
Nessa noite gastamos 400 pesos os dois, com gorjeta. As arepas era bem grandes e não consegui comer inteira, talvez dividindo seja melhor.

Olsen é Cool

23 de out de 2013

Poucos lugares em Buenos Aires me chamam atenção sem antes conhecer, geralmente eles vem seguido de uma fachada enigmática e um quê de lugar escondido.

Foi assim que desde sempre amei o Olsen sem ter ido comer algo por lá, e desde que fui já voltei várias vezes. É certo que a qualidade mudou com o passar dos anos e que a era de ouro do local foi lá em 2010, mas eu acredito que ainda seja uma opção super legal de comidinha diferente (leia-se nórdica) em Palermo Hollywood.


Na real, vamos combinar que dentro dessa especialidade acho que o Olsen é o único de destaque. Das mãos do chef Tegui (que tem segundo 50 Best Latin America Restaurants, o melhor restô de Bue, o Tegui) a casa ganha destaque pelo brunch, degustação de vodcas e comidinhas especiais. E ah, também pelo clima que lá dentro reina.


Dentro da minha concepção de lugar cool, o Olsen se destaca fácil: isso porque a arquitetura é divina, a decoração é incrível. Viram essas fotos né? Serve tanto para tomar café da manhã (um café original, digamos), para um almoço de firma, entre amigos, durante a tarde ainda para la merienda, ou claro, um belo jantar.


Ainda que o restaurante trasmita ares invernais, vale passar aqui quando for. Nem que seja para admirar a beleza que é o lugar. Mentira, tem que comer.


A região da lareira que fica no centro da casa é o lugar mais concorrido a qualquer hora do dia.


Me lembro que pedimos um drink que ia com uma das vodcas especiais da casa, gengibre, limão e mel. Defendia bem para ser um bar de um restaurante, porque a graça aqui é provar sim uma das vodcas. Ou senão, fazer a degustação (no dia eu não queria).


Veio uma sopinha de queijo. Aliás as sopas aqui são por estações, então dependendo de quando você vá rola uma diferente da outra. Essa era tão cremosa quanto pudemos transmitir na foto. Bem deli deli.


Depois pedimos um dos pratos principais que vinha com batatinhas caseiras, legumes e massa recheada de salmão (aqui tem muitas opções de peixes nórdicos).


E claro, a especialidade Smorrebrod: são 3 ou 5 lanches abertos de vários tipos, que vem salmão, caviar, queijo defumado, ovo e outro que não me lembro. A graça aqui é combinar cada um com uma vodca diferente.


E ah, ia me esquecendo dos famosos bagels locais. Tão deliciosos que rola comer puro ou com manteiguinha.


A casa é assim linda, a comida é assim diferente. E ah, reserve! Uma sugestão é ir para o brunch, um sucesso nos finais de semana.

Olsen
www.facebook.com/OLSENrestaurant
Gorriti 5870, Palermo Hollywood.
Média de gasto por pessoa: 120 pesos.

Etapas de Adaptação em Outro País

21 de out de 2013

Esses dias li no Cracked sobre os efeitos colaterais de morar em outro país ahah e achei tudo muito verdade.

Por isso, resolvi fazer a minha releitura ~pessoal~ da matéria com as minhas experiências e opiniões em cada tópico.

#5. Você vai odiar tudo e todos no começo
Sim, é muito verdade! Me lembro que no dia mesmo que eu cheguei aqui em Buenos e desci em Ezeiza, já de cara odiei as placas dos carros (pensa!). Tá certo que isso muda de pessoa pra pessoa, né? Eu não vim porque queria e hoje sou apaixonada por aqui, mas quem quer vir e tá doido pra isso não vai prestar atenção e muito menos dar bola pra essas coisas pequenas. Me lembro que passei também pela Avenida Cabildo e odiei o jeito grudado que os prédios eram dispostos, odiava as varandas dos edifícios que parecem ser cortiços atrás. Enfim, muita coisa: cheiro forte de cigarro pra tudo que era lado, o jeito grosseiro das pessoas. Hahah, tanta coisa que só o tempo para mudar.

Brigadeiro: sdds.

#4. Você vai sentir falta de coisas que nunca ligou
Hahah eu rio até antes de comentar esse tópico porque tem gente que sente falta até de Faustão, Galvão Bueno. Eu aqui sinto sim falta das comidinhas, guaraná, mas não é algo que tu morra se não tiver, não é mesmo? Mas é bem assim: no começo você vai sentir falta de tudo, desde o pão francês da padaria da esquina da tua casa, até coisas mais importante. Coisas que você nunca ligou no começo fazem falta, e às vezes, muita.

#3. Você vira patriota
Sim, quando tá em casa fala mal, mas depois que sai não aceita que ninguém meta o pau no país ehehe. E é bem assim mesmo: você passa do nada a idolatrar coxinha, brigadeiro, grandes nomes da música nacional, passa a conhecer mais o seu país por estar fora. E eu acho isso legal, você acaba conhecendo tanta gente que isso só te enriquece. Eu sinto que aprendi muito mais do Brasil conhecendo pessoas de todos os estados do país que ficando num mundinho isolado.

Bolo de cenoura: sdds.

#2. Você acaba virando amigo de qualquer outro gringo
Sim, você acaba sentindo essa conexão que, mesmo que você não tenham nada a ver, são pelo menos de diferentes países e estão fora das suas casas respectivamente. É muito mais fácil e parece que o universo te atrai gringos. E quando você vê um logo sente uma tranquilidade no coração, do tipo ahhh ele também tá longe de casa ahhaa. Doidera.

#1. Tudo isso vai acontecer com você no caso de você voltar pro teu país de origem
Sim, essa lista toda poderia voltar a acontecer com você se você decidisse voltar pra casa. É aquela velha história ''a gente só dá valor quando perde''.

Ou seja, tudo isso é muito verdade você passa de odiar tudo, a sentir falta de coisas nada a  ver, a fazer amizade com qualquer gringo só porque a pessoa também é estrangeira e ainda vira mega patriota. A real é que a gente dá valor quando não tem mais né? Normal sentir falta, faz parte de um processo de adaptação.
O que não pode, aliás o que eu acho nada a ver, é se fechar num mundinho. Todas essas etapas são ordinárias e muita gente passa por todas elas, mas não acho legal, por exemplo, só ter amigo brasileiro aqui, não viver a cultura, só comer fora em lugar brasileiro. Acho que sim, tudo vale a pena, mas de que adianta todo o esforço pra se adaptar se você não se deixa levar pela cultura local? Entendo que é difícil e que não é tão simples quanto parece, mas poxa. Conheço muita gente que tem a mesma vida que levaria estando no Brasil. Não é errado, tampouco é correto, mas é uma pena que tem gente que não se mistura.
Qualquer outra diferença cultural nos enriquece tanto que não fazer isso não te deixa ter um vida aqui na cidade. Esses dias uma amiga minha disse que nunca tinha parado para pensar que ela, sim, tinha uma vida aqui em Buenos Aires. Ela se mudou de casa e choveram amigos argentinos que foram visitar a sua nova casa, e ela comentou que quando se deu conta tinha amigos argentinos (muito lindo) e que sim, tinha uma vida aqui.

Por isso, fica aqui o conselho. Sentir-se em cada é ótimo, mas fazer de Buenos a sua casa é mais importante ainda. Ter paciência com essas etapas é fundamental, mas mais ainda é poder ir embora daqui (ou não) com uma mala enorme de aprendizado. 

Buen comienzo de semana!

Top 5! Perguntas Básicas de Turistas

18 de out de 2013

Eu tenho recebido tantooooo e-mail repetido e tanto e-mail com resposta no blog que resolvi copilar as top 5 perguntas mais frequentes e suas respostas SUPER diretas.


- Quantos graus tá? Variações: como está o clima, tá frio, tá quente, que roupa levar?
Fácil eu recebo uns 6 e-mails por DIA com essa pergunta, foras as mensagens no meu facebook pessoal e do blog. Enfim, o tempo que vocês demoram pra me perguntar via e-mail é o tempo que se gasta acessando o site do Climatempo ou do Weather Forecast ou do La Nación ou do Clarín. Sério, porque o que eu faço é copiar e colar a temperatura, dale? Para saber que roupa trazer para cada temperatura, acessa esse post aqui

- Dólar ou reais?
Ainda que exista esse post aqui explicando tudo, aqui vai a respota: qualquer uma das duas moedas. No geral, com o dólar você pega melhor cotação no câmbio negro (e não me peça para indicar porque não dá né, blog é público e não posso indicar coisa ilegal) e é mais aceito que real em lojas e restaurantes.

- O que fazer no Ano Novo e no Natal?
Olha, como eu comentei ano passado nesse post aqui, Buenos Aires NÃO tem essa festança que tem no Brasil. Portanto, relaxa. E ainda, todos os restaurantes que abrem só decidem se abrem em Dezembro. Fora umas casas de tango que são meio oportunistas e já começam a vender jantares para quem tem pressa, de resto, só em dezembro mesmo que eles soltam o menu e começam a aceitar reservas. E sim, iremos ter um guia de Ano Novo e Natal como tivemos ano passado. Aguarde.

- Preciso de dicas.
Gente, assim ó: não dá pra mandar e-mail com ''preciso de dicas''. Heheh, que tipo de dicas? Assim, ó: o blog tem mais de 450 posts publicados e há diferentes maneiras de encontrá-los: essa página aqui vai te ajudar, e esse guia de posts por bairros e por assunto é uma mão na roda.

- O que abre no feriado?
É um assunto bem delicado mesmo, mesmo porque cada estabelecimento decide se vai abrir ou não. Além de bancos que sempre fecham e algumas casas de câmbio, no geral, para o turismo abre tudo. O comércio da Florida, geralmente, fica aberto para vocês terem uma noção. Minha sugestão é: reserva pro feriado os passeios ao ar livre, visitar parques, curtir um dia mais ''local'', indo a feirinhas, tomando helado, etc. Aqui nesse link tem uma lista de feriados argentinos para você se programar. 
Quando tem eleições na cidade, a única coisa é que na noite anterior (como no Brasil) não é permitida a venda de bebida alcóolica depois da meia noite.

Beijos e bom finde!

Da Mania dos Argentinos: Fumar

17 de out de 2013

É um assunto delicado, eu sei. Fumar aqui em Buenos é tão comum que qualquer um faz. E quando eu digo qualquer um, é qualquer um mesmo.

Aliás o fumar nem é só fumar por fumar, é também prática de uma vida bon vivant que já não rola aqui há alguns anos. É parte de uma cultura europeia também.
Poderíamos listar várias razões pelas quais as pessoas fumam aqui, mas acredito que dentre elas eu destacaria: fumar porque é ''cool'', fumar porque a sua família fuma e você cresceu acostumado com isso, fumar por vício porque você começou a fumar para desestressar, fumar para fazer a amigos, porque bêbado você sentiu vontade e não parou, para acalmar o frio, para emagrecer, para tirar a fome, porque é normal simplesmente. Porque, também, é um tempo seu para pensar, para dramatizar - se vocês me permitem dizer isso.


Ainda que não seja um post propriamente argentino, porque o problema do fumar rola em qualquer cidade, acho interessante comentar que a quantidade de pessoas que você vai ver fumando na cidade é, juro, imensa. Adolescentes de 16 anos de classe média fumam, assim como de outras classes sociais, jovens de todas as idades, adultos por sua vez e idosos.
Aqui, fumar, não é tabu. Não que isso seja no Brasil, mas percebo que ainda por aí (ou lá, entenda-se Brasil), rola uma preocupação maior por quem fuma. Me lembro que no meu círculo de amigos em São Paulo tínhamos alguns que fumavam e passávamos o tempo inteiro tentando convencê-los do contrário.

Acabei percebendo que aqui o fumar é tão ordinário que ninguém liga. E ainda, faz super pouco tempo que foi promulgada a lei de que é proibido fumar dentro de estabelecimentos fechados na Capital Federal (mas isso não exclui que na balada ou no bar você tenha que conviver com gente fumando a noite inteira, mesmo que fora da lei). Essa lei em algumas províncias, não rola e é natural entrar em um restaurante e ver gente fumando do seu lado.

Quando chegamos em Buenos Aires era muito comum o restaurante dividir por setores ''fumador'' e ''no fumador'', mas não adiantava nada. Aliás, muitos nem separavam. É natural também entrar num táxi e o motorista perguntar: ''Te molesta?'' - apontando pro cigarro. Se você não curte diz na lata que não, ou melhor, que ''Sí, me molesta''.


Fumar aqui é sinônimo - também - de fazer amizade. No trabalho, por exemplo, a cada duas horas o pessoal desce para fumar. E não é só fumar por fumar, e sim conversar, jogar conversa fora, relaxar. Vai parecer bobo o que eu vou dizer, mas por não fumar eu demorei muito mais pra fazer amizade com o pessoal, porque (claro) o tempo de ócio no emprego é diferente. Cada coisa, né?

No bar também, sempre que rola aquela vontade de contar a fofoca pra amiga, rola um: ''Me acompañas afuera? Quiero fumar''. Daí tu saí com a amiga pra fora do bar, ela fuma e vocês fofocam.

E não tem essa de que no inverno eles fumam menos porque faz frio e eles não querem sair do local fechado para ir lá fora. Aliás, raramente a quantidade de gente comendo do lado de fora do restaurante diminui por conta disso. E errado também se você pensa que com calor eles param de fumar, magina.

Eu não estou escrevendo o post para julgar, mesmo porque 1 a cada 2 amigos meus aqui, fumam. E tenho fumante na família também. Mas sim para avisar de outros hábitos que não são tão comuns no Brasil.

Porteño fuma, muito mais do que você pensou.
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