3 Tours de Bares em Buenos

30 de abr de 2014

Com o feriado se aproximando, muita gente vem curtir as terras da capital. Uma boa maneira de aproveitar os diversos bares da cidade é fazendo uma espécie de mini tour. Eu sempre repito aqui no blog que o país tem uma coquetelaria incrível, e todo mundo deveria dar maior apoio e ir provar sim, muitos muitos muitos tragos.


Por isso vou fazer uma sugestão aqui para cada noite, com o que fazer em cada bairro e assim tirar o máximo proveito das barras porteñas. O roteiro que eu coloquei é em função de qual bar é melhor a cada horário, mas você fica livre pra curtir ele do jeito que quiser, já que os bares são próximos e você pode fazer tudo caminhando.

Dia 1: Palermo Soho
Começa a prévia comendo sushis no Nicky Harrison (Malabia 1764). Ali pelas 21h-22h o jantar está bombando e o Americo que é nosso querido bartender amigo tá na barra da frente comandando as bebidas. Peça alguma combinação de drink com peças boas. Os atendentes vão saber te auxiliar na harmonização.
Saindo de lá você pode esticar no Verne (Medrano 1475), onde temos o Fede Cuco. Pelas 23h, o bar está com uma quantidade legal de gente e você pode se sentar à barra e ver ele ou a Meli fazendo cocktails gostosos acompanhados de bom humor e histórias interessantes. O menu sugere uma volta ao mundo em sabores, podendo assim provar drinks com estilo mais europeu, ou argentino.


Como Calcular o Gasto de uma Viagem à Buenos Aires

29 de abr de 2014

Campeã de perguntas é a "Quanto você acha que eu devo levar de dinheiro para Buenos Aires?".

É realmente bem complicado estimar gastos uma vez que o peso é tao flutuante assim no mercado, mas uma ideia você pode ter.

A primeira coisa é pautar voos. Sites como a Decolar, listam várias cias aéreas de uma vez só. E sempre fique ligado também nas promoções que o pessoal da Melhores Destinos publica. Buenos Aires não tem passagens super caras, mas o preço pode ser mais alto dependendo da época. Feriados nacionais e épocas entre junho e julho são considerados, alta temporada.


No mais, é só ir procurando por preços, sempre altere um dia (para mais ou menos) e veja opções de voos que chegam no Aeroparque (aeroporto central da cidade) ao invés de Ezeiza, porque a economia com o táxi até vale a pena comparado ao preço da passagem.

Logo, o hotel geralmente é a parte mais cara, e ainda que existam muitas opções é sempre válido procurar bastante.

Esses dois custos são variáveis e só você pode estimar, já que depende da sua cidade de saída e entrada e do seu orçamento disponível para tal.

Gastos na Viagem

- Transporte
Transporte público: Buenos Aires é uma cidade em que o transporte funciona. O sistema pode ser velho e meio arcaico, mas raramente você vai ir a um lugar que o sistema não te deixe lá. Se você faz o seu cartão Sube para pegar metrô e ônibus, calcule gastar entre 2 e 3 pesos na tarifa (ônibus) e 4,5 (metrô) . Se você tiver dúvidas sobre o valor, pergunte sempre ao motorista. www.buenosaires.gob.ar/subte - www.sube.gob.arPost sobre como tirar a Sube.

Táxi: já foi mais barato, mas ainda é acessível. A bandeirada do táxi tá ao redor de 12 pesos (sempre à noite o custo aumenta). Uma corrida do Centro até Palermo, por exemplo, pode sair uns 65 pesos dependendo do transito. Eu acho válido pegar táxi à noite e usar transporte público de manhã, quando você tem mais energia. E aqui também vai depender muito da localização do seu hotel, se ficar em uma região mais central vai gastar menos de táxi (calcule o preço do trajeto no Viajo en Taxi).


- Comida
Buenos tem opções para todos. Você pode comer empanadas por 7 pesos cada uma ou pode comer por 150 pesos em um restaurante com a opção de menu executivo, ou pode gastar até 800 pesos no Tegui com um belo menu degustação. Isso vai depender de você.
Supondo então que você queria comer relativamente bem todos os dias, deixe separados pelo menos 150 pesos por refeição. Isso num restaurante bonzinho, depois você pode - por alguns dias - gastar ao redor de 40 pesos com empanada e Coca ou esbanjar em um restaurante mais legal com preços entre 300 e 400 pesos por pessoa.
Fiquem sempre espertos no cardápio para o valor do cubierto (serviço de mesa), calcule sempre 10% para o garçom que nunca está incluído no preço da conta, como comentei nesse post aqui. O site do Guia Oleo ajuda você a estimar o preço médio por pessoa em pesos no restaurante que escolher, só digitar o mesmo no campo de pesquisa.

- Passeios e Atrações
Melhor coisa é sempre acessar o site oficial do lugar que você quer ir e se informar sobre os preços. Colón, city tour, etc e fazer uma planilha básica.


Como Calcular Realmente
Uma boa opção é fazer uma lista de onde você quer ir a cada dia, pelo menos colocando passeios e como chegar em cada lugar. Partindo dessa base você consegue estimar o gasto diário. Por exemplo:

Dia 1/ Centro
Café no Tortoni: $40 pesos
Passeios a pé pelo bairro: nada.
Entrada Colón: 150 pesos.
Refeição Dadá: 150 pesos.
Até aqui o cálculo de gasto é de 340 pesos, mas ainda faltam coisas para colocar. O que eu quero dar a entender é que fazendo uma planilha assim por dia é muito mais fácil de controlar tudo.

Geralmente, um orçamento de no mínimo 300/ 400 pesos por dia está ok, considerando refeições e uso esporádico de táxi. Tem dias que você vai gastar menos, outros mais. Mas acredito que partindo dessa base vocês já tem uma noção e não precisarão ficar contando pesos.

Em real calcule no mínimo R$150 por dia por pessoa. Máximo não há, como sempre.

Ajudou?

SAUDADES: CONEXÃO SÃO PAULO - BUENOS AIRES

28 de abr de 2014

Dando seguimento aos posts da série saudades, onde há dicas de como e onde sanar a falta que faz Buenos pelo Brasil, vim hoje com o primeiro post de São Paulo.

Primeiro porque São Paulo é enorme, e há VÁRIAS dicas. Tantas que melhor fazer pelo menos uns 3 posts. Mas vejamos.

Los Mendozitos
Novidade da feirinha da Benedito Calixto, essa galera tem um trailer super querido onde você pode tomar uma bela taça de vinho argentino em plena luz do dia.
www.facebook.com/LosMendozitos


Tea Connection
Um dos restaurantes naturais mais delícia de Buenos, tem sua filial em SP. O Tea Connection é muito querido e já passou diversas vezes pelo blog (veja aqui), e em SP foi sede do primeiro encontro de leitoras EVER do site, muito legal. Por lá você pode comer a famosa chocotorta argentina, provar medialunas, comer quase as mesmas saladas disponíveis no menu que tem em Buenos. Ah, as batatinhas são uma coisa!


O clima por lá é bem agradável e rola muito ir para tomar um café e ficar pensando na vida. Os chás que vendem lá da Tealosophy também são super argentinos.
www.facebook.com/teaconnectionsp - Alameda Lorena, 1271 - Jardins.

Don Hugo Empanadas
Conheci essa casa através dos meus pais que se tornaram fãs. De tão deliciosas que são as empanadas desse argentino que desembarcou em SP que eu acabei sorteando meia dúzia de empanadas aqui no blog, e fez o maior sucesso. O Hugo é super querido e é uma das melhores opções para comer empanada na cidade, e ainda você pode até tomar Quilmes. Show!
www.empanadasdonhugo.com - Rua Verbo Divino, 97, Chácara Santo Antônio.

Freddo
Clássico e não poderia deixar de estar na seleção, já tem muiiiitas lojas em SP.


Moema (Rua Normandia 22), Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio 1947), Shopping Center Norte (Travessa Casalbuono, 120), Mooca Plaza Shopping (Rua Capitão Pacheco e Chaves, 313), Shopping Eldorado (Av.Rebouças 3970), Shopping JK Iguatemi (Av. Presidente Juscelino KubItschek), Shopping Anália Franco (Av. Regente Feijó 1739) - www.freddobrasil.com.

Paula Cahen D'Anvers e Rapsodia
Ambas marcas estão presentes na capital paulista, e ambas no JK Iguatemi. Perfeito pra quem ama moda argentina.
www.facebook.com/paulacahendanversbrasilwww.facebook.com/Rapsodia-Brasil

Las Chicas
Um dos lugares que eu mais adoro em Sampa, o Las Chicas ainda que nao seja propriamente dito argentino, é como se fosse. É do típico cafecito para tomar e ficar enrolando, pedir um doce e bater papo com as amigas. As comidinhas são deliciosas e o décor é perfeito. E por lá também vendem os chás da Tealosophy.

Foto de um dos últimos encontros de leitores por lá. Virou sede do blog em SP :)

Mais dicas virão depois!

Os pubs de Buenos Aires

23 de abr de 2014

Hola, chicas! Meu nome é Thaissa, sou carioca e apaixonada. Quando eu conheci o “Buenos Aires Para Chicas” já tinha ido três vezes para Buenos Aires e me apaixonado por lá perdidamente!

A Amanda não sabe (vai saber agora), mas eu me sinto BFF dela! hahahaha Super me identifico com ela! Já li uns posts mais pessoais que ela escreveu, que poderiam ter sido escritos facilmente por mim. Acho que todo mundo tem um pouco disso, né? E com certeza muitas outras chicas se identificam com ela também. No meu caso, deve ser por causa da paixão por viajar e, principalmente, pela paixão por Bs As.

Mas ao contrário do que a Amanda contou num post recente sobre sua história com Buenos, eu sempre sonhei em morar lá. Quando eu tinha acabado de completar 10 anos, estreou a novela “Chiquititas”. Eu era fanática, não perdia um episódio, deixava gravando quando sabia que não estaria em casa, tinha todas as revistas, CDs, mandava carta para os atores, ficava louca quando respondiam! E, lógico, eu queria ser uma chiquitita. Mas minha mãe neeeem me dava bola. Enfim, só sei que a novela marcou minha infância e começo de adolescência. Foi uma época muito feliz e foi também quando eu comecei a me enamorar por Buenos Aires.

A primeira vez que estive em Buenos foi com a minha família, em julho de 2000, com 13 anos. Inverno, o peso equiparado ao dólar, tudo caríssimo, mas eu não tinha por que me preocupar porque meu dinheirinho era usado pra comprar CDs das Chiquititas argentinas (!!!) e mais umas coisinhas que uma menina de 13 compra - pelo menos comprava naquela época.

Voltei a mi Buenos Aires querida em dezembro de 2011 e em novembro de 2012 com meu namorado. Aí o cenário já era outro. Calor, uma Argentina quebrada e o dinheiro era fruto do meu trabalho, sem papai e mamãe pra pagar as coisas pra mim. Mas Buenos Aires continuava encantadora! Ah, o amor...

Eu e meu namorado gostamos de beber e de gastar um pouquinho mais pra comer num lugar diferente, maneiro. Como eu já fiz intercâmbio para a Irlanda, e ele sabe que eu também sou apaixonada por aquele país (muitas paixões pra uma pessoa só), procurou por Irish Pubs na capital portenha pra me levar na nossa última visita à cidade! (Ownnn... é um lindo mesmo, eu sei!) Fomos ao Breoghan, em San Telmo, e ao Downtown Matias, em Retiro. E é sobre eles que eu perguntei à Amanda se podia escrever, e ela prontamente respondeu: “Óbvio!”.

Breoghan

É um pub pequeno, com uma decoração muito maneira e um clima aconchegante, que fabrica suas próprias cervejas, mas também vende cervejas famosas.


Até às 22h, rola o “happy hour” com dose dupla de cerveja. Pelo menos na época o preço era de 30 pesos para dois pints ( um “pint” é uma medida usada em alguns países, como a Irlanda, e equivale a 500ml de chopp).

Como a gente entrou no bar por volta das 19h, participamos da dose dupla e bebemos as cervejas artesanais deles, (Breo Pride Golden Ale, San Telmo Fire I.P.A., Special Beer), além de uma da Antares - uma cervejaria argentina. No total, foram 2 litros de cerveja para cada um. Saí de lá achando que eu era um poste argentino.


Pedimos também uma hamburguesa boladona, a Breoghan Special, acompanhada de papas fritas, que custou 38 pesos! A gente já tinha parado pra beber em outro bar e comemos qualquer coisa lá, então não estávamos com tanta fome e uma hamburguesa foi suficiente pra nós dois.


Ah! É possível visitar a fábrica de cerveja deles, que fica no próprio pub!

Downtown Matias

Fomos ao Downtown Matias aos 45’ do segundo tempo. Nosso voo era às 2h da manhã e às 20h do dia anterior saímos para comer alguma coisa. Paramos no Downtown Matias, um pub um pouquinho mais sofisticado que o Breoghan, e tão charmoso quanto.


Pedidos long necks de Schneider, uma cerveja alemã. Eles nos ofereceram o couvert e depois pedimos Rabas, lula empanadas em rodelas, e uma ensalada chamada Match Point, com camarão, aipo, palmito e abacate.


Pagamos um pouco mais caro por ser mais sofisticadinho, mas valeu a pena! Havia televisões que estavam ligadas em um canal de música, mas nos dias de jogos o pub vira ponto de encontro dos torcedores. O pub também oferece almoço executivo para atender às pessoas que trabalham ali por perto. E também é possível reservar o espaço para eventos. Eles aceitam cartões de crédito, débito, tickets e dólares.

Breoghan
Bolivar, 860
(54) 11 4300-9439
San Telmo - Buenos Aires
www.breoghanbrewbar.com.ar

Downtown Matias 
San Martin, 979
(54) 11 4312-9844
Retiro - Buenos Aires
www.downtownmatias.com

Só de ter escrito este post me deu muuuuita vontade de voltar a Buenos Aires e aos pubs! Meu namorado e eu temos vontade de morar lá daqui uns anos. Quem sabe a gente não cria o blog “Buenos Aires Para Parejas”, (“Buenos Aires Para Casais”)? ;)

Bom, chicas, pra terminar, queria fazer um pequeno jabá, se a Amanda me permitir, é claro! (Se vocês estiverem lendo isso aqui é porque ela permitiu! =))

Aproveitando que a Amanda tá passando esse mês aqui no Rio e no meu bairro, quero convidá-los a curtir minha página recém-criada, onde eu vou mostrando o dia a dia, os meus cantos favoritos e até secretos do bairro em que eu nasci e moro: Copacabana! A página é: www.facebook.com/aquiemcopa


Chiquibeijos para vocês! Thaissa

The Brightside

15 de abr de 2014

Estou passando uma mini temporada no Rio de Janeiro. A cidade é linda, um dos lugares mais famosos do mundo. De natureza exuberante e de que onde você olhe, ​uma foto boa você tira.

Nesse tempo aqui eu vejo e escuto muitas coisas boas, outras ruins. Mas disso tudo eu só tirei umas conclusões, meio tristes (mas sinceras) sobre as pessoas, nunca generalizando.

Eu tenho impressão de que sempre que falo bem do Brasil existe um mas. Poxa, um mas sempre vai existir. Nenhum lugar NO MUNDO é perfeito. Nenhum. Você pode ir para Suíça, Noruega que por mais que a sociedade seja culta, o governo não corrupto e outras características, algo de errado vai haver, juro.

Passo os dias aqui e, é certo que ainda fico encantada todos os dias com o nascer do sol na orla da Zona Sul, eu entendo dos problemas de violência no Rio e sei que é uma pena isso tudo. Mas das vezes que falei bem da cidade ou no facebook, ou no twitter, ou pessoalmente, geral sempre reclama.

Hoje mesmo postei que ouvi uma noticia da Argentina na rádio de que o peso está desvalorizado, e comentei isso com outras pessoas também. 80% dessas pessoas só criticaram a rádio por disseminar informação e falar sempre mal da Argentina. Gente, não é falar mal, é a realidade. Que a mídia pode exagerar muitas vezes e que pode haver concorrência e briga boba entre os dois países, não há duvidas, mas não era o caso.

Outro dia comentei sobre um senhor que vendeu sorvete na praia sendo muito honesto com uma norte americana que não sabia falar português e que pagou com 100 reais, algo que valia 8. Para entender melhor o contexto dá uma olhada nisso aqui. Um evento que poderia ser super celebrado, não foi como eu imaginei que seria, ao invés de focar no senhor honesto, todo mundo reclama.

Eu não julgo, sei que o Brasil passa por sérios problemas, assim como Argentina e outros países também. Mas sinto que ser patriota ou elogiar a cidade não é algo que seja comum, e que quando eu faço, parece errado.

Se eu me encanto pelo pôr do sol no Arpoador é porque eu estou parecendo turista, porque essa não é a realidade da cidade. Se eu reclamo que a inflação na Argentina vai de mal a pior, eu reclamo de barriga cheia porque os preços no Brasil também aumentam, mas ninguém vê que a inflação do país hermano é de mais de 30% e aqui é quase estável praticamente.

Exemplos como esses têm milhares, mas me entristece que muita gente não consegue ver coisas boas dos dois lugares. Ou aceitar, pelo menos e reconhecer, que ainda que existam erros, existem coisas boas. A gente tem muita mania de reclamar de onde vivemos, isso é verdade, porque você vive os defeitos da cidade cotidianamente. E eu até entendo, mas saber apaziguar isso faz bem. E é necessário.

Não é porque o trânsito no Rio é um caos que você vai desmerecer o quão é gostoso sair para tomar algo na Urca. Não é porque a economia em Buenos é ruim que você vai deixar de aproveitar os cafés deliciosos de Palermo e região quando tiver oportunidade. Dá muita tristeza ver que coisas boas, que poderiam ser melhor aproveitadas, são deixadas de lado por reclamações. Poxa.

Uma musiquinha pra vocês:

Porque o Dadá é Sempre Cheio

14 de abr de 2014

Existem alguns restaurantes em Buenos Aires que, por mais que você passe em frente numa noite chuvosa e de frio de segunda feira, está sempre cheio. Eu sempre tento entender o motivo, um deles é o Dadá.


Dadá é super clássico no Centro de Buenos Aires e abre para almoço e janta, de segunda a sábado. E é SEMPRE tao lotado que mesmo reservando mesa você corre o risco de esperar um pouco. Juro.


Eu nunca entendi muito bem afinal ele não é lindo, não tem nada de exuberante e não é restaurante de gente famosa. 


Mas vejam bem: até Rodrigo Santoro já foi lá. Sim, meu bem! E além dele, vários outras pessoas do meio tanto nacional, como internacional.


Acontece que Dadá tá na pista desde sempre era reduto de artistas plásticos da região. O que fazia com que o dono, na época, quando abriu chamasse vários amigos boêmios para ficarem o dia inteiro por lá tomando vinho e batendo um papo. Bem coisa de gente artista mesmo.

Bellini de Maracujá.

Nisso, o boca a boca foi fluindo e hoje Dadá é um sucesso absoluto.


A comida é boa, isso não há dúvida, mas também não posso dizer que é a melhor de Buenos.

Polenta grelhada com cogumelos.

Nem que a carta de vinhos é a melhor da cidade, ou que a sobremesa é melhor que o sorvete do Elena, nada disso.

Hummus.

Mas Dadá tem tudo, e de uma certa forma não conheço uma pessoa que não goste de lá. Todo mundo ama, Dadá tem esse feito de deixar qualquer um feliz lá dentro.

Morbier. Das melhores entradas da vida.

E é um restaurante que dá para ir muito bem acompanhada ou não. Aliás, é sempre cheio de gente sozinha também. Há muitas pessoas de empresas que frequentam o local, mas você também percebe que eles tem uma clientela super fiel.

Raviole de nozes.

Tão fiel que eu detesto centros de cidade, mas vou ao Dadá sempre que quero. Ainda que more em Palermo, cheio de bares e restaurantes, a minha alma é do estilo do Dadá. Eu curto badalação e etcs, mas no Dadá eu me sinto em casa.

Suflé de doce de leite.

Se eu te convenci de ir, tenha certeza de que vai ser uma das tuas melhores opções de comida gostosa e local pelo Centro. De verdade.


Dadá
San Martín 941 - Retiro
Aceita todos os cartões
Média de preço: 180 pesos por pessoa.

O Porteño que Nunca Responde

10 de abr de 2014

Sabe esses dias que você bebe, chega em casa filosofando e faz algo que gosta? Então, eu amo escrever. E faço isso de vez em quando, tou fazendo agora. Certo que no dia que isso for publicado eu vou me arrepender, mas ah! Sério. Vamos viver.


Então, seguinte. Acho que sou sorteada na loteria e sempre acontecem coisas bizarras comigo no que tem a ver com paqueras. A última delas foi mais ou menos assim:

Conheci um menino de uma maneira meio irreverente. Através de um amigo em comum, adicionei ele no facebook porque ele tinha um material que me interessava para vender. Adicionei o bendito e logo vi que ele era lindinho. Mas sou profissional e né, tratei com ele sobre preços e etcs. Acabou que a operação nunca se concretou. Ele até chegou a me adicionar no Whatsapp pra mandar umas fotos mais legais do treco que eu queria comprar. Mas ficou nisso mesmo.

Certo dia o F. me mandou uma mensagem dizendo que se tinha problema de direitos autorais usar uma foto minha no seu blog pessoal. Eu não respondi, primeiro fiquei intrigada com a foto que ele tinha usado e do nada: era minha. Sim, minha pessoal. Não de restaurante, comida, era eu. Louco né? Daí que fiquei feliz também, e começamos a falar por Whatsapp, até ele me chamou para sair.

Foi bem legal, conversamos sobre várias coisas e apresentei inúmeros lugares que ele queria saber onde ficava. Nisso travamos uma amizade interessante. Nos falávamos todos os dias até que num sábado ele perguntou o que eu estava fazendo e perguntou se podia ir comigo e com a minha amiga num café que já iríamos antes, disse que sim, claro.

Ele nos acompanhou, foi super gentil. Foi uma tarde agradável e nisso estávamos conversando todos os dias. Até que de novo, combinamos de sair à tarde para que ele provasse um doce que gostava, nunca aconteceu nada, sabem que é nada? Nada. Ok.

Depois desse dia do doce eu levei ele a uma loja de decoração e ele ficou louco de tanto que curtiu e travamos aí uma batalha para levar um ao outro a lugares que não conhecíamos, era interessante. Eu até armei umas gincanas pra ele descobrir o nome de um lugar, interessante e divertido.

Enfim, certo dia estávamos conversando e eu chamei ele pra me acompanhar num bar que iam uns amigos e eu achava que ele ia curtir. Mas assim, já estávamos nos falando antes, ele simplesmente nunca me respondeu.

Achei louco isso e não fiquei contente, achei bizarro, mal educado. Ele nunca mais falou comigo e ao mesmo tempo curtia TUDO o que eu postava no facebook. O que realmente é louco demais, a gente se falava todos os dias. Dias atrás ele veio falar comigo e eu estava p da vida, depois de dois meses dessa pergunta sem reposta, ele agiu como se nada tivesse acontecido, me chamando para sair de novo, CLARO.

Sorte a minha de estar viajando e essa foi a desculpa, bem justificada. Mas vamos combinar que esse tipo de argentino é bem comum: aquele que some, desaparece e depois surge das cinzas como se nada tivesse acontecido.

Muitas meninas me perguntam como saber se é falta de interesse ou se é o jeito do cara... Olha, sinceramente, não sei dizer. Eles são assim mesmo, e é mais comum encontrar desses tipos que kiosco na rua, voticontá viu!

Minha História com Buenos Aires

8 de abr de 2014

Recebo muitas perguntas sobre como eu vim parar aqui em Buenos Aires e reparei que nunca postei sobre isso aqui. Então, senta que lá vem história.

Eu tinha exatos 14 anos quando fiquei sabendo que iria morar na Argentina, me lembro que naquela época minha noção do país se limitava a Bariloche. Achava que nevava aqui, que nunca fazia calor e que argentinos usavam muitos mullets e barbichas.


Eu ODIEI a novidade, adolescência é sim a pior época da vida para se mudar: eu estava começando a ter uns cachos de rolinhos de namorados, no colegial, no ápice da popularidade, líder de turma, etc. Tirar aquilo tudo de mim era, na época, impensável. Mas não tive escolha, em Fevereiro há 9 anos atrás cheguei na terra do dulce de leche.

Me lembro muito bem que fui chorando pro aeroporto, tive mil festas de despedidas, não queria ir embora de jeito nenhum. E quando cheguei, não queria ficar. Meu pai trabalha com comércio internacional, foi transferido. Cheguei a morar em outras cidades no Brasil, mas sempre por São Paulo. Nessas mudanças, cheguei a morar no interior do estado, foi quando nós não nos acostumamos muito bem, o que ocasionou na separação da família e Buenos Aires chegou, para nós, como um suspiro para voltar a morar todos juntos novamente.


Vir com empresa pra cá é diferente, portanto eu não sei - simplesmente - não sei o processo de tirar DNI, residencia, porque tudo isso foi feito pelo despachante que a empresa contratou para nós. No começo foi difícil, a adaptação no colegial foi terrível, não fui bem recebida e só queria voltar para SP. Chorei horrores, me lembro que Buenos Aires para mim era ainda estranha. Saia nas sacadas e não via nada de reconfortante naquilo tudo.

Meus pais ainda fizeram quase um programa de imersão comigo e com a minha irmã: nós não conhecíamos Buenos Aires antes de vir definitivamente para morar, e ainda quando chegamos não voltamos para o Brasil por um período de um ano. TV era só em espanhol, tudo era muito argentinizado. Não foi fácil.

Como eu cheguei nessa condição meu DNI e residencia foram quase automáticos e nunca precisei renovar nenhum dos dois, até pouco tempo atrás porque o modelo de documento que eu tinha era antigo. Com DNI em mãos, você já pode estudar, e com ele tirar o CUIL necessário para poder trabalhar.


Sheldon: o mais querido da Plaza Serrano

7 de abr de 2014

Olá, meu é Alyce e eu sou uma pessoa muito possessiva.
E vocês devem estar se perguntando quem é essa louca e por que ela já chegou dizendo que é possessiva, mas eu vou explicar!

​A Mandy tinha pedido algumas colaborações sobre os lugares que gostamos em Bue enquanto ela está viajando e eu achei a ideia legal, até lembrar que não gosto de dar dicas de lugares que amo, porque sou muito ciumenta. Algo possessivo mesmo, como se quisesse esconder esses lugares ficando intocados para o resto da vida.


O pensamento é tolo, eu sei, mas tem gente que faz isso com música, com loja de roupa e eu faço com lugares que são muito especiais pra mim, como é o caso do Sheldon, mas já é hora de abrir meu coração!

     

Meu caso com esse sobrado da Honduras é de amor e MUITA sorte!
Combinei com um amigo de passar as férias em BsAs e chegamos bem tarde, sem nem termos pensado num lugar próximo para comer e a fome já estava apertando. Decidimos sair do hostel, parar no primeiro lugar que aparecesse e sentar pra comer antes de ter minha primeira queda de pressão internacional! hahahahaha
Como era uma sexta-feira estava tudo muito cheio, íamos quase desistindo até que avistei uma portinha, puxei o Guilherme e entramos na sorte.


Logo na entrada já vi uma das paredes com uma estampa de tigre meio kitsch e meu coração palpitou, eu confesso.
Misture essa estampa, alguns neons (oi, lado travesti!) espalhados em vários formatos, poltronas com um toque de anos 50/60, luz baixa, tragos gelados, música boa e voilà, esse é meu lugar porteño favorito!
Saímos de lá borrachos e apaixonados pelo Sheldon, porque é um lugar muito agradável, que mistura o vintage e o moderno num mesmo espaço.


O Sheldon me lembra muito um bar chamado Drosophyla que é meu lugar favorito em SP (olha eu deixando de ser egoísta e abrindo meu coração outra vez!), aconchegante, fresco, com pisca pisca espalhado por alguns lugares e talvez minha identificação imediata e possessiva tenha vindo daí.
Sempre que retorno a Bue é uma obrigação voltar ao Sheldon, não importa!


Da última vez fui com o namorado e ele ficou apaixonado pelo lugar, como estava frio, abusamos das carnes e de um bom vinho, mas para quem gosta de ferver, o lugar depois da 01h00 bomba e fica bem divertido. Tem uns chicos guapíssimos, os garçons são bem gatos e rola um clima de paquera (daquele jeito porteño que a gente já conhece!) na parte de fora!

Minha indicação é: se jogue nos tragos e nas papas bravas para quem gosta de um petisco mais apimentado!

É isso, meninas! Espero que tenham gostado e quem quiser ver minha peregrinação por essa cidade tão querida e linda, é só me seguir no instagram (@alycetakai) que tem várias fotos por lá!

Até a próxima! :)

Informações Gerais:
Honduras, 4969, Buenos Aires.
www.facebook.com/SheldonPub
Preço Médio por Pessoa: 160 Pesos

Comentário: ALYCEEEE, te quiero. Obrigada pelo tempo e dedicação em escrever <3. Ficou demais e Sheldon entrou pra ala dos queridos desde que tu indicou *-* 
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