terça-feira, 21 de maio de 2013

Saudades: Conexão Brasília - Buenos Aires

UHU! Voltamos a tag saudades. E hoje a gente vai pra Brasília com a Gisele Teixeira. A Gi, é a dona do Aquí me Quedo, outro blog ótimo de Buenos pra vocês acompanharem.

Morei oito anos em Brasília e grande parte dos meus melhores amigos estão por lá! Por isso fiquei mega contente quando a Aerolíneas Argentinas anunciou que até junho deste ano começam os voos diretos entre Buenos Aires e a capital brasileira. Enquanto a gente espera, os brasilienses podem visitar os cantinhos argentinos que existem pela cidade. E dar os primeiros passos de tango!

Foto: Gisele Teixeira.

Na área de gastronomia, um dos principais destaques é a casa de carnes Corrientes, 348, na Asa Sul. É meio cara para os padrões argentinos, e creio que até para os padrões de Brasília. Mas confesso: é uma de-lí-ci-a e vale cada centavo. Ojo de bife, bife de costilla, morcilla e até panqueque de dulce de leche. Além disso, o lugar é uma graça, com mesas também ao ar livre, perfeito para aqueles almoços sem hora para terminar. Importante: “Corrientes, 348” é nome de um tango, mas esse endereco não tem nada que ver com a letra, nem adianta ir lá quando vier a Buenos Aires.

Foto: 348.

Depois que saí de Brasília, abriram outras casas de carnes bacanas, mas que ainda não testei. Por sugestão de amigos, deixo aqui a dica de El Pobre Juan, que tem uma paleta de cordeiro na brasa qe dizem que é de lamber os bigodes! A conferir na próxima visita. Entre as novidades (pelo menos para mim) também está El Negro, uma parrilla que promete dar um touch internacional ao tradicional assado.

Reprodução.
Para sobremesa, um sorteve na filial do Abuela Goye do Park Shopping. Abuela em espanhol significa avó e Goye é o nome da família fundadora da grife. Eles são imigrantes suíços que se estabeleceram na Patagônia argentina. Lá, começaram com o cultivo de frutas típicas, como morango, framboesa e frutas vermelhas, além de amêndoas e nozes, ingredientes que se tornaram matéria-prima para a produção de seus doces. Hoje a marca não pertence mais aos Goye, mas mantém a homenagem no nome e na tradição de elaboração artesanal das receitas, com insumos patagônicos. A loja do shopping também tem empanadas! Abuela Goye - ParkShopping, 2º piso, SAI/SO Qd. 1, Área 6580, Guará. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Domingo, das 13h às 20h.

Para quem quer uma coisa mais animada, a Giovanna Maia, uma amiga super querida, que morou um tempo aqui em Buenos Aires, abriu em Brasília um restaurante e bar chamado Loca como Tu Madre. Não é um lugar “argentino”, mas serve umas carnes deliciosas como bife de chorizo com farofinha de cuscus marroquino e fraldinha argentina acompanhada de arroz vermelho, fora que o ambiente é um charme!
Como se não bastasse, esta semana de 22 a 25 de maio tem Semana da Gastronomia Argentina no restaurante Bier Fass Lago, no Pontão do Lago Sul. Quem comanda as panelas é o chef Martin Baquero, uma das revelações da onda gastronômica que invadiu Buenos Aires nos últimos tempos. Ele trabalhou no Hotel Bulli Hacienda Benazuza, de Sevilha (Espanha) e hoje comanda dois restaurantes em Buenos Aires: Doppio Zero Café & Expresso e El Almacén de los Milagros Café Boutique. Ele promete um menu de sete passos, inesquecível!

Reprodução.

Outra excelente pedida é o Café Ayala, restaurante temático de tango localizado no interior do Hotel Allia, pertinho do Brasilia Shopping. O dono é o uruguaio assumido brasileiro Julio Ayala, que já comandou cozinhas do nível do Via Vecchia, que fez história em Brasília na década de 1980. O restaurante promove uma milonga por mês, chamada Milonguita. Fica no Hotel Allia. SHN Q5. Bloco B. Asa Norte.


Reprodução.
Para quem tá com preguiça de sair de casa, o argentino Gustavo Mariasis entrega umas empanadas maravilhosas, iguais às que a gente pede aqui. Ele atende a mais de 70 grandes fornecedores, além das clientes individuiais. As empanadas vão desde as clássicas, como carne picante, até as mais “brasileiras”, como a de bacalhau. Chama, La Porteña.

Se você não dança, é só aprender! Minha dica quentíssima é fazer aulas com o argentino Guilhermo Abraham e a brasileira Ana Szerman. Foram eles que me iniciaram no tango e, de certa forma, são os “culpados” de eu estar aqui fazendo um curso para ser professora também! Os dois dão aulas em diversos lugares e a genda está no site Tango para todos. Outra boa opção e a academia do Marcelo Amorim e a da Juliana Castro.

Depois de aprender a dançar, é só cair nas várias milongas que já acontecem na cidade. Por um tempo, Brasília teve uma miloga linda, chamada Bajo la Luna, ao ar livre, em frente ao Museu e Biblioteca Nacional. Infelizmente me parece que esta não acontece mais. Outra coisa que estou esperando é a volta o blog Tango Candando, da Julieta Kiss, que era uma excelente meio de informação mas que deixou de ser atualizado. Volta, Ju!

Milongas de Brasília:
- Primeiro sábado de cada mês: La Milonguita, no Café Ayala - Hotel Allia, no SHN, quadra 5.
- Segundo domingo de cada mês: milonga Entre Sueños, no colégio Cresça, quadra 703/903 Sul.
- Na terceira e quarta sextas-feiras do mês: El Abrazo, no restaurante Dona Lenha do Gilberto Salomão, no Lago Sul.
- De vez em quando a galera tomas as ruas do Planalto!

AMEIIII, sucesso essa tag afff!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Buenos Aires e a Inflação

Desde que Argentina é Argentina, existem problemas de inflação. Mas esse post não tem como objetivo explicar a origem disso e sim de mostrar táticas que os porteños usam para driblar períodos de crise.

É verdade que a sociedade se transforma em fases difíceis, logo, com uma inflação a mil é complicado manter o mesmo padrão de vida que antes. Os argentinos têm isso meio incorporado: a cada crise, mudanças são necessárias. E não só mudanças, mas adptações.

- Fazer compras no mercado: o argentino, diferentemente de um tempo atrás, espera pelo dia da semana que tem desconto no cartão de crédito para fazer compras. Os mercados não tem graaaaaandes promoções, e o melhor desconto sempre está no cartão de crédito. Quem tem Citibank vai ao Carrefour às terças, quem tem HSBC vai ao Disco às quartas e assim por diante. O desconto varia de 20% a 25% no valor total da compra, seja no débito ou crédito.
Acontece que com o congelamento dos preços nos mercados - que foi implementado há um tempo atrás - faltam algumas coisinhas, exemplo: o mercado não pode aumentar o preço então tira das prateleiras o que é mais barato. Então, é muito comum não encontrar determinados tipos de iogurte, por exemplo, que pelo acordo de preços deveria estar a 4 pesos mas que na real ninguém encontra no mercado. Você só encontra esses produtos em mercado chinos, mas eles são meio clandestinos e não entram no acordo de preços. Ou seja, variedade zeeeero nas prateleiras, vide foto.

- Peso desvaloriza, vamos gastar: um dos problemas desse peso cada dia mais desvalorizado é a impossibilidade de economizar dinheiro. Hoje você vai ao mercado e volta com duas sacolinhas e gastou 300 pesos brincando. Enfim, com essa coisa de não poder economizar você gasta. Porque o peso que você tem hoje no bolso em alguns meses vai ter menos valor AINDA. Ou seja, quem tem dinheiro guardado hoje, gasta. Conheço uma menina que tinha 60mil no banco pra dar entrada num ap, ela comprou um carro porque nem em sonho consegue com 60mil dar entrada num apartamento aqui hoje. E se não comprasse o carro o dinheiro ia desvalorizar mais ainda. Então, final de semana é NORMAL ver shoppings lotados, gente fazendo dívidas por meses no cartão de crédito.
Falei com um amigo que me comentou que comprou um barbeador de 300 pesos e fez em 10x. Ele me disse ''eu poderia ter pago tudo de uma vez, mas preferi dividir porque até eu terminar de pagar isso o dinheiro vai ser uma merreca e vai sair mais barato a longo prazo''. Coisa doida, né?

- Tchau, to indo fazer minha viagem dos sonhos: muita gente na Argentina tinha dinheiro guardado. E ainda tem. Com a desvalorização de tudo aqui, é normal ver hoje em dia, jovens largando emprego para poder fazer a viagem da vida. Nesse exato momento eu tenho pelo menos 4 amigos que foram rodar o mundo. Eles dizem que preferem ir agora que tem dinheiro que daqui há alguns anos que não sabem nem se vão poder sair do pais com dólares.

- A incerteza: errou quem pensou que travando o dólar os argentinos iriam deixar de comprar os benditos. Eles compram mais ainda. O peso desvaloriza mais a cada dia que passa, então eles tiram o dinheiro do banco, compram mesmo que seja no mercado negro e mantém a economia em casa em moeda estrangeira. Infelizmente isso é um problema que não tem como saber quando vai ser solucionado.

- Roupas: mesmo em crise, e porque tá tudo desvalorizado e ''temos'' que gastar, as lojas colocam o preço nas alturas. Com isso o argentino parou um pouco de comprar em grandes marcas, é bem comum ver o pessoal hoje comprando em outlets, na feirinha da Plaza Serrano em Palermo Soho. Compras em lojas de marca só quando tem promo do cartão de crédito ou da própria loja.

- Lazer: é mais comum ver gente andando de patins nos parques, de bicicleta, ao ar livre que em filas de cinema. Aliás, cinema também: no dia que tem promo no cartão de crédito.

O que tudo isso vai criando é a longo prazo, mais problemas, né? É louco pensar que as pessoas ainda compram dólares para guardar em casa, que largam tudo para viajar pela Europa enquanto ainda dá. Ainda que eu ache bom usufruir sim das promos dos bancos é complicado ver que isso não tem previsão de melhora. Eu falo: Buenos é linda, tem mil e uma oportunidades. Como experiência de vida é show, mas não rola vir pra cá fazer pé de meia, por exemplo (a não ser que você ganhe em dólares ou reais). A gente, me incluo porque ganho em peso, vai driblando a inflação: cada mês se priva de algo diferente. Seja no salão, na academia, ou nas saídas (cada vez tem mais bares e restaurantes com menús promocionais), a gente vai se virando. Porque ainda dá pra se virar.

sábado, 18 de maio de 2013

Top 5 hotéis com café da manhã bons

Me lembro que quando cheguei em Buenos Aires morei por 6 meses em hotel. Sim, 6 meses. Era tão complicado achar um ap naquela época que estávamos já pirando com a rotina das diárias. E com isso me lembro - também - que me decepcionei com vários cafés da manhã.

Brasileiro é mal acostumado na real, né? Nosso café da manhã é tão rico e colorido que fica difícil competir, mas Bue tem, pelo menos, uns 10 hotéis que servem uns desayunos riquísimos, aqui vão 5:


O caseiro delicioso: Querido
Quem me acompanha no twitter, facebook ou instagram, sabe que semana passada a Mari me chamou pra dormir lá e fazer um hotel review. Mas gente, o café da manhã deles foi a coisa que eu mais gostei (além da cama, da ducha e da simpatia da equipe). Era tanta coisa gostosa de verdade que eu fiquei em dúvida se estava desayunando ou almoçando: suco em potinho de vidro separado, iogurtes e frutas para escolher, pães, medialunas, outras massas de cafés da manhã comuns em Buenos Aires. Também tinha doce de leite (eba) e um tostado feito na hora com presunto e queijo. Pra mim, é nota 10. www.queridobuenosaires.com

O meio americano: Bisonte
Bisonte foi um dos hotéis que eu mais morei na cidade. Fica mais pro bairro do Centro-Recoleta e tem um café meio americano, e bom: com ovos, bacon, pães bons e umas sanduicheiras pra fazer seu misto na hora. Tem também uns sucos gostosos e chocolate quente delicioso. www.hotelesbisonte.com

O que as mina pira: Awwa Suites
O diferente de se hospedar no Awwa é que o café da manhã deles, juro, é no Nucha. Nucha é um café maravilha que tem aqui e não tem como dar errado. Juro que quando estava hospedada lá fiquei de cara que ia tomar café da manhã no Nucha ahaha, amei isso. www.awwasuites.com

O mais gourmet: Fierro Hotel
Fierro abriga na sua estrutura um dos melhores restaurantes modernos de BUE, o Hernán Gipponi. E falando nisso o café da manhã é de acordo ao que um dos melhores restaurantes modernos tem a oferecer: um desayuno de super qualidade. www.fierrohotel.com

O mais elegante: Hotel Alvear
Tem gente que paga só pra tomar café da manhã no Alvear porque né, é todo um evento. Desde a decoração chiquérrima, até as comidas perfeitamente feitas por padeiros franceses, tudo isso te leva a uma experiência única que até as rosas são comestíveis. É, literalmente, para não esquecer jamais. www.alvearpalace.com

Buenfinde!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

5 Bares para Chicas Solas

Final de semana passado eu resolvi me sacrificar pelo blog, cof cof. Haha peguei minha câmera e saí com a cara e a coragem pra uma sessão de drinks, amo, por Buenos, sozinha. 

Nisso daí resolvi armar uma listinha de 5 bares onde dá pra ir sozinha que você vai se divertir do mesmo jeito. AH, lembre-se de seeeempre se sentar na barra.

878
Eu desde sempre frequento o 878 porque acho os tragos de lá impecáveis. Escondido por uma porta nada-que-ver de uma casa com pé direito alto na Villa Crespo, sentar-se na barra desse bar é diversão na certa. Os bartenders são super legais e não tem erro: você vai comer bem (atenta ao hambúrguer de cordeiro) e tomar drinks deliciosos (amo o Sofia). Bartender dahora: Germán. Thames 878 - Villa Crespo - www.878bar.com.ar - @878bar.


The Sensi
Antes era um bar chamado Le Bar, que eu adorava, agora é The Sensi. É tranquilo, tem uma barra pequena propícia pra você falar com qualquer bartender dali. Quando eu fui tinham duas pessoas sozinhas também. Adorei isso. Pede um drink que tem maracujá que é divino! O bartender de rabinho dá shots para chica solas e é bonito. Tucumán 422 - Centro - www.thesensi.com - facebook.com/thesensi.ba


Dill & Drinks
Fica no Centro e é bem bonito. Serve tanto pra ir de dia como de noite. É mais frequentado por casais mas rola ir sozinha também porque o local é pequeno e você se sente mais confortável. Ali o chef sai da cozinha pra ver se você gostou da comida e o bartender adora um papo. Pede um Mojito que é delicioso por ali. San Martin 986 - Centro - www.dillanddrinks.com - facebook.com/dillanddrinks.


Prado y Neptuno
Na real além de bar é pra quem curte fumar um habano. O Prado é beeeem pequeno e tem caras de acolhedor. Ali sentando à barra ou não você não vai se sentir sozinha. O daiquiri que o Juan faz é divino. Eu se fosse você ia durante semana, levava um livro e lia bebendo daiquiri. Bem bon vivant. Ayacucho 2314 - Recoleta - www.pradoyneptuno.com.


Floreria Atlántico
Um dos bares que eu mais estou curtindo ir. É lindo e não é muito frequentado por chicas solas, massss o Wilfredo, bartender de lá é tão legal e cuidadoso que vale a pena ir e pedir um Madame Ivonne e comer algo que saí da parilla deles que é delicioso! Aqui melhor sentar na barra também. Arroyo 872 - Recoleta - www.floreriaatlantico.com.ar - facebook.com/floreriaatlantico - @floresatlantico.


Amei fazer esse post. Quero mais!

Beer Day Festival: cerveja e comidinhas!

Buenos vive cheia de coisa acontecendo, né? Uma delas é o Beer Day Festival!

O Beer Day Festival é um evento cervejeiro de degustação e difusão de conhecimentos, focado nas cervejas especiais. A iniciativa foi pensada por cervejeiros para compartilhar com os consumidores os distintos sabores, aromas, texturas e cores desta bebida milenar.


O Festival reunirá 20 cervejarias em um só lugar – o Buenos Aires Design Center – com degustação de de mais de 50 estilos da bebida, além de palestras sobre harmonização, análise sensorial de cervejas, história e mercado.
Durante todo o dia, os visitantes também poderão provar pratos elaborados especialmente para serem saboreados com as diferentes cervejas. Tudo ao som de Djs e shows ao vivo. Entre os convidados estão o grupo The Soul Man, banda tributo a los Blues Brothers.

E pra quem acha que não curte muito cerveja, rola combinar com umas comidinhas!
Pizza amassada na cerveja, birramissu, brownie de malta. Essas são algumas das comidas feitas com cerveja que os amantes da mesma vão poder degustar no festival. Antes de provar, porém, as delícias, os visitantes vão poder entender um pouco mais sobre o cozinhar com cerveja. A palestra vai ser dada pelo Martín Boan, dono do restaurante cervejeiro The Beer House Experience, do Centro de Cata de Cervezas e também organizador da III Copa Sudamericana de Cervezas, South Beer Cup, que nos dias 23, 24 e 25 desse mês vai escolher a melhor cerveja do continente.
Boan – responsável pelas comidinhas do festival - destaca que a cerveja é muito versátil, que é perfeita por exemplo para degustar com carnes de cordeiro.
Durante o BEER DAY os visitantes também vão poder provar pratos com cerveja e degustar diferente tipos da mesma também, combinando sempre com comidinhas.

Como funciona:
A entrada custa 100 pesos e inclui cinco degustações de diferentes estilos de cervejas especiais (entre elas Honey, Bitter, Scotch, Porter e Imperial), além de acesso a todas as palestras. O evento começa às 14h do domingo e segue até a uma da manhã.

Entre os palestrantes estão o sommelier de cervejas Gustavo Renha (Brasil), que falará sobre Evolução dos Mercados Regionais e o argentino Lucas Lico, especialista em degustação de cervejas e juiz profissional desde 2008, com o tema Degustação de Cervejas, aprendendo a apreciar.
Renha destaca que há quatro grandes referências cervejeiras no mundo: Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos. “Mesmo assim, outros países estão com muito destaque no cenário das artesanais, como Itália, Brasil, e Argentina”, diz, acrescentando que não se trata de abandonar a famosa e tradicional “loira gelada” que todo mundo conhece, mas mostrar para os consumidores que existem outras opções, outros sabores.
Os principais patrocinadores do Beer Day são a associação Somos Cerveceros, a microcervejaria argentina Grunge Brewing Company, Craft Beer (a primeira distribuidora de cerveja artesanal na Argentina), DeliBeer (empresa brasileira de eventos cervejeiros), Centro de Cata de Cerveza e a South Beer Cup.

Venda de entradas:
Nos bares que apóiam o evento (em breve, toda a lista no site beerday.com.ar).
Por telefone: 4381.7972 / 4382.4782.
Online: www.beerdayfestivaldecervezas.tiendanube.com
Facebook: www.facebook.com/BeerDay.Festival
*** As entradas serão vendidas somente de forma antecipada. Não haverá venda na porta.

Informações:
Data: 26 de maio de 2013
Local: Auditório Buenos Aires do Buenos Aires Design - Av. Pueyrredón 2501 Segundo Nivel | Recoleta.
Site: beerday.com.ar.
Facebook: www.facebook.com/BeerDay.Festival.
Imprensa: Gisele Teixeira – prensa@beerday.com.ar.

Sorteio! O blog vai sortear uma entrada com um acompanhante pro evento! É só curtir o Buenos Aires para Chicas e o Beer Day no facebook! E comentar aqui no post. Rola até dia 25 às 18h! PARTICIPEM. Mas não esqueça de deixar um e-mail ou facebook para contato.

Es sólo poner me gusta en Buenos Aires para Chicas y a Beer Day en facebook y comentar en ésa nota :D Tenés tiempo hasta el 25 de mayo a las 18h! Pero no te olvides de poner un mail o facebook para contacto.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

La Azul é só (tudo) isso!

Hoje tem um post especial de uma pessoa querida, não vou nem falar mais nada porque o Lusenalto não precisa de maiores apresentações. Ele só fez o melhor guest post até agora pro blog. Não me matem depois de ler isso aqui, pfvr.

Olá, chicas. Um amigo sempre me disse que se deve conhecer uma menina dizendo “olá”. Não que essa palavra tenha um poder mágico que encanta as mulheres de uma forma inexplicável. Não. Simplesmente pela volta do “olá” como saudação.

E agora, eu me apresento, né? Sim, tímidos precisam de guias pra saber como se comportar...
Meu nome é Lusenalto. Sim, esquisito assim mesmo. Com todas as vantagens e desvantagens. É, eu sei, díficil achar uma vantagem nisso, mas vê só... se você colocar “Lusenalto” no google só vai aparecer resultados falando de uma pessoa (de duas, meu pai também se chama Lusenalto, mas deixa pra lá). Sou publicitário, atualmente moro em Montréal e faço parte do grupo de Food Hunters do Destemperados. Daí o convite de Amanda para escrever aqui no Buenos Aires para Chicas.


Falávamos da minha viagem para Mendoza e da experiência dela lá. E eu vi uma oportunidade de contar aqui uma das melhores experiências gastrônomicas da minha aventura na terra do vinho argentino. Foram 3 dias conhecendo bodegas, de todos os estilos e faixas de preço. E no terceiro dia, quando você pensa que não tem paciência pra mais nada... Eis que surge a joia. A cereja do bolo. A Bodega La Azul.


Um galpão moderninho mas bem pequeno ficava num terreno onde também tinha um pequeno estacionamento e uma casinha com algumas mesas. Meu primeiro pensamento foi: Humm, será que vou conseguir almoçar aí?


Assim que você entra dá de cara com toda a estrutura de fabricação de vinho que se assemelha a qualquer outra bodega que você tenha visitado ou vai visitar. Só que em um tamanho bem reduzido. E a sua recepcionista diz, bem singelamente: é só isso! Daí ela começa a explicar todo o processo. Desde onde são plantadas as uvas utilizadas até o processo de vendas das garrafas.


E vem a degustação. São 4 rótulos produzidos anualmente pela bodega. Malbec, Cabernet Sauvignon, Reserva e Gran Reserva. Provei os 4. O Gran Reserva ainda no barril de carvalho em processo de reserva. Sai de lá e ainda tive duas visitas a bodegas antes de retornar para o almoço. E que almoço. Não, eu não estava tão bêbado pra poder influenciar (negativamente) no meu paladar. Muito pelo contrário, o vinho simplesmente combinava perfeitamente com todos os pratos que faziam parte do menu do almoço. E vamos lá a eles...


De entrada, eles trazem uns pãezinhos quentinhos que funciona como algo do tipo “o negócio aqui vai ser bom. deixa eu me preparar.”


Junto com os pães é servida uma mini-porção de um prato tipo um salpicão, só que bem caprichado na mostarda.


Para minha surpresa ainda tinham entradas. Umas fatias de pizza com um recheio maravilhoso, gorgonzola,maçã e nozes. Sério, salivei só de lembrar.


Quando você pensa que acabaram-se as entradas, vamos para os finalmentes... Eis que chegam as empanadas mendocinas. Não sou entendedor de empanadas, não sei diferenciar as empanadas de canto algum, mas vou dizer, se depender dessas aí, as minhas empanadas preferidas são as mendocinas.


Vamos para os pratos? Eu fui de Costeletas de porco assadas no forno a lenha com purê de abóbora e vinagrete. Foi mal, eu revi a foto e salivei. Dá pra lembrar direito do sabor da carne. Ainda fui agraciado com um mimo do chef que trouxe uma parte mais deliciosa da carne, num pote diferente, mas estava tão extasiado com a comida que esqueci de fotografar. Mea culpa.


Julia, minha companheira de viagens, foi de bife ancho com purê de batatas. Segundo ela, a melhor carne que ela comeu na vida. Também assada no forno a lenha, estava bem macia. Lógico que eu tive que roubar um pedaço para experimentar.


Para, que eu quero descer! Depois de tanto vinho e tanta comida, me solte na estrada que eu volto rolando pra casa. No entanto, é preciso ter calma. É hora de usar o compartimento especial do estômago para sobremesas (criado por mim - patente pendente). E se for usar o compartimento, que seja algo como essa cheesecake maravilhosa que foi servida. Isso é vida.


Antes de pagar a conta, voltar pra o hotel e dormir no mínimo umas 36 horas pra fazer a digestão, dá pra curtir o visual um pouquinho e relaxar nas chaises com vista para os Andes. Simplesmente divino.


E se eu posso deixar um dica, ela seria: vão a Mendoza. Tomem muito vinho, comprem muito vinho, andem de bicicleta, comam de se esbaldar, encantem-se com a beleza do lugar. E vão visitar a Bodega La Azul. Ela é só tudo isso.


Bodega La Azul
Valle de Uco - Mendoza.

Alguém me ressuscita? Nem preciso agradecer ao Lusenalto por esse post né?
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