El Chino

12 de dez de 2013

Em Buenos Aires, na maioria dos bairros você encontra um mercadinho a cada 3 quadras. Abrem de manha, fecham depois do almoço e voltam lá pelas 5. Mas ninguém chama o mercado de mercado, chama de CHINO! 


Chino é o mesmo que chinês, e é porque os donos desses mercados são orientais - não sei dizer se são chineses mesmo, porque aqui tem muitos chineses, coreanos e taiwaneses. Nativos! A gente tem muito oriental brasileiro, com gerações anteriores também nascidas no Brasil, né? Pois aqui não tem, e os argentinos acham super curioso ao ver no Brasil orientais falando "português fluente" e trabalhando em "trabalhos normais", e não em um Chino. E aí, minha gente, é que num chino o bixo pega pra se comunicar. 


Imagina a cena: você que veio pra Baires passar uns dias com o espanhol limitado no "hola que tal" e quer fazer umas compras no chino. E aí precisa perguntar, com todo o seu portunhol fluente, por alguma coisa. Cadê que te entendem? 

Comigo aconteceu, continua acontecendo e sempre acontecerá. Nunca esqueço da minha primeira vez. Pedi BACON. Bacon, na minha cabeça  é universal. Todo mundo já meio que nasce sabendo o que é (e amando) Bacon. Mas não. Bacon em espanhol é panceta. Oi? Saí do chino sem bacon e sem panceta, por supuesto. Por mais tempo que você esteja em outro país (3 anos para mim), sempre vai aparecer a necessidade de usar aquela palavra que você nunca precisou usar antes. E se você não tiver sorte, vai precisar usar a palavra num chino, onde tentar explicar em espanhol não ajuda.

Mas aí, você sai de lá com o ego inflado. Porque né, sempre tem alguém pior - que no final das contas não é pior coisa nenhuma, porque veio de uma língua super JODIDA e tá aí, se virando de boas. Mas TUDO BEM, vamos nos iludir: sempre saio de lá achando que eles não notam o meu  sotaque e nem percebem que sou brasileira.

Aguante los chinos!

7 comentários

  1. Mercados chino são salvadores de vida! Além disso sempre me da uma depressão absurda ver os preços baratíssimos dos vinhos e champagnes enquanto aqui pagamos quase 5x mais.
    As vezes tiro fotos dos preços para mostrar no Brasil e os chinos sempre super com o pé atrás vêm perguntar todos desconfiados por que diabos estou tirando fotos das prateleiras kkkk!
    E quando eles resolvem discutir?? Um gritando em espanhol, outro em chino... morro de rir!

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  2. Hahahaha, verdade. Eu sempre fico pensando que os "chinos" escolhem todos uma atividade por cidade. Em Baires é minimercado, aqui no Rio é pastelaria. Sempre o dono de uma pastelaria é um chino por aqui... rsrs!

    FLANGO COM CATUPILY, CARRRRRNE... rsrs!

    Beijos!

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  3. hahaha Chino é igual brasileiro, tem em tooodo lugar hahaha. Não fui no chino.. mas aqui em Recife é uma proliferação.. não os encontramos em mercados, mas o principal meio de trabalho deles, é o comércio, no centro da cidade. A comunicação é meio engraçada, mas, não gostam de ser contrariados não (aqui ao menos), alguns chegam a ser bem chatos. Não generalizando, claro :) E por aí? besos!

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  4. adoro comprar no chino, sempre tem tudooooo

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  5. Juro que eu não sou de me ofender facilmente, mas como descendente de orientais fiquei chateada com alguns comentários bem preconceituosos aqui.
    Passei minha vida ouvindo pessoas falarem para mim de maneira jocosa:
    - Aê filha de pasteleiro, alfaceiro, tomateiro!
    - Como vc não gosta de matemática?! Vc não é japonesa?
    - Japonês, chinês, coreano é tudo igual!
    - Sua mãe também é ching ling?

    E quando eu cresci os disparates pioraram:
    - Gosto de mulheres orientais, pois elas são obedientes!
    - Todo oriental é quietinho e nerd!
    - Mulher japonesa é tudo gueixa!

    E ainda cansei de ver meus avós japoneses ficarem tristes e constrangidos ao serem ridicularizados por seus sotaques e pela profissão que escolheram.

    Ridicularizar por causa do sotaque e generalizar dizendo que todo oriental é desconfiado e que todas as pastelarias tem donos chineses é tão ignorante e preconceituoso quanto dizer que todo carioca é malandro e todo nordestino é preguiçoso.

    Ninguém gosta de ser rotulado e enquadrado em estereótipos, não é mesmo?

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  6. Por conscidência, quando fui a BsAs, também procurei por bacon. Como estávamos em apartamento, resolvemos cozinhar pra economizar uma graninha. Achamos um "bacon", nem sei se era mesmo, mas quando fomos fazer, o danado não soltou nenhuma gordurinha e grudou todo na panela......aff!!! Como foi dificil!!!

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